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receita vegan

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Olá!

Como sabem há muitas maneiras de diminuir a adição de sal quando cozinhamos.

Se costumam seguir as minhas receitas sabem que a salicórnia é uma excelente opção.

Caldeirada de tofu (2 pessoas)

200g tofu
2 batatas médias (do tamanho de 1 ovo)
1/2 curgete
1 tomate
q.b. pimentos
1 cebola
1 dente de alho
1 colher de sopa de azeite
1 colher de chá de paprika
1 folha de louro
1 colher de chá de Salicórnia 100%
q.b. salsa picada

Coloquei num tacho a cebola cortada em meias luas, o alho picado, o louro, o tomate cortado às rodelas e os pimentos cortados em tiras (usei vermelho, verde e amarelo).
De seguida dispus a curgete e as batatas cortadas em rodelas (não muito finas) e o tofu que cortei em cubos pequenos.
Sobre o preparado coloquei o azeite e polvilhei com a paprika e com a salicórnia.
Levei ao lume, sempre brando, mantendo o tacho com a tampa durante pelo menos 25 minutos (pode abanar um pouco o tacho de vez em quando).
No final desse tempo, conferi se as batatas estavam cozidas.
Servi de imediato polvilhado com salsa.
Envolva com cuidado antes de servir e, se achar necessário, já no prato dê um toque final de salicórnia.

As receitas da mãe Bravo têm cada vez mais sucesso, ou não fossem preparadas com tanto amor!

Pedi esta com jeitinho e a mãe descreveu-a, com aquele olhar cheio de ternura, exactamente assim:

Primeiro cortam-se as batatas às rodelas e reservam-se num tabuleiro de ir ao forno.

Ah, Ana, para o passo seguinte usa-se bastante cebola picadinha, mas escreve mesmo “pi ca di nha” – soletrou e eu, claro, obedeci e escrevi. E continuou: depois o alho picadinho, louro e salsa.

Então esfarela-se tofu e junta-se ao mesmo tabuleiro das batatas.

Tens que escrever assim, agora: “nota: leva bastante cebola, picadinha”. [Eu escrevi, embora já tivesse dito entendi o protagonismo da cebola e dos inhos e não quis deixar de repetir, ou não fosse estragar o assado.]

Numa taça junta-se a cebola, o alho, a salsa também picadinha, um pouco de água quente e azeite – eu ponho a olho. Assim fica preparado um molho bom.

Junta-se este molho à assadeira e vai ao forno.

E pronto, entre inhos e beijinhos, cá temos mais uma receita vegan da mãe linda.

Parece-vos bem?

Mais uma “receitinha” da Mãe Bravo, cheia de “inhos”, ternura e um sabor sem igual.

Vou contar-vos um segredo: as mães têm magia no coração e nas mãos! É por isso que sentimos calor no seu abraço, aconchego no seu colinho… e é também por isso que tudo que elas cozinham é tão, tão, mas tãooooo bom!

Este arroz cheira a Trás-os-Montes, onde vivemos até eu entrar na universidade. Lembro-me bem da D. Rita, a vizinha velhinha que morava na casa em frente à nossa, nos levar legumes fresquinhos e feijão… as suas mãos ásperas do trabalho no campo e os seus olhos cheios de doçura.

Bons tempos esses em que aquela pequena aldeia era a nossa casa. O ar era mais puro, o pôr do sol visto do alto do monte era revigorante. E lá estou eu … já sabem que me perco a falar e a escrever… Vamos lá à descrição desta receita tão simples, tão portuguesa, tão cheia de amor e preparada com alimentos do mundo vegetal, descrita tal e qual como a mãe Bravo o fez:

Cebola picada miudinha, louro e azeite são os primeiros ingredientes das minhas receitas, quase sempre. Nem precisas de perguntar esta parte, Aninha. – e aqueles olhos doces a sair dos meus para olhar para o tacho. – Quando a cebola está translúcida juntam-se os grelos e vai-se mexendo com a colher de pau até estarem ligeiramente cozidos. Então acrescenta-se o arroz, dá-se uma voltinha – e dançamos! – e vamos deitando a água. Como é um arroz malandrinho uso 3 chávenas de água para 1 de arroz e já sabes que para este tipo, assim, a querer fugir no prato, uso o carolino. Pronto! – Mãezinha, falta o feijão… – Ah! O feijão entra no fim porque já está cozido, mais um fiozinho de azeite e serve-se. E eu consolo-me só de ver esta loirinha linda a cozinhar e de ouvir a sua descrição. Tem uma voz doce e os seus gestos são tão delicados… sempre quis ser como esta mãe! A minha mãe. A nossa mãe Bravo. Ai que encher imenso deste coração. Há dias em que jantamos mais cedo. Porque sim. Só mesmo porque sim e hoje é um desses dias!

É bom não seguir sempre regras e usar o “porque sim” e os “inhos”, não é?

Não vão acreditar que são vegan e sem glúten quando as provarem. E também são deliciosas!

Ingredientes (6 unidades):
– 1 chávena de grão-de-bico cozido
– 1 colher de sopa de azeite
– 2 a 3 colheres de sopa de farinha de aveia
– 1 colher de sopa de cacau em pó
– q.b. stevia
– 1 colher de sopa de pepitas de chocolate +70% cacau (vegan)
– 1 colher de sobremesa de fermento em pó (sem glúten)

Programei o forno a 190 graus.
Numa taça misturei o grão-de-bico com o cacau, stevia a gosto e o azeite. Processei até obter uma massa homogénea na qual envolvi a farinha e o fermento.
Dividi a massa em seis porções semelhantes que distribuí num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Com a ajuda de um garfo achatei ligeiramente a massa sobre a qual dispus algumas pepitas de chocolate.
Levei ao forno cerca de 15 minutos.

Aposto que querem a receita desta refeição tão mas tão boa. Vegetariana, claro! 

As batatas a murro são da autoria da mãe Bravo. Aqui fica a receita, pelas suas palavras:
Lavam-se bem as batatas e colocam-se numa assadeira só com umas pedrinhas de sal. Deixa-se no forno e vai-se agitando a assadeira de vez em quando. O segredo de que tanto gostas está no molhinho – diz a mãe linda de cabelo dourado e olhos de ternura. E continua: azeite, um bocadinho de vinagre balsâmico e salsa picadinha. Quando as batatas saem do forno dá-se um murro a cada uma e junta-se o molho.

O acompanhamento com proteína vegetal foi preparado aqui pela “je”. A mãe queria cozer os legumes e eu queria-os “al dente”.
– Como? – perguntou a Brava maior.
Então vou contar-vos o segredo para ficarem bem crocantes e manterem mais vitaminas e minerais (relativamente à versão cozida por imersão em água):
Partem-se os brócolos e a couve-flor em pedaços bem pequeninos, reservando os talos para usar na preparação de uma sopa. Colocam-se então numa frigideira com azeitinho do bom e mantém-se em lume brando. Então junta-se alho em pó e mistura de ervas finas. Acrescenta-se o feijão cozido e está pronto, em poucos minutos!

Aceitam o convite para jantar com as Bravas?

E para o jantar, algo à moda da Bravo: simples e lindo, que é bom e faz bem! Estufado de acelgas com feijão branco… Quem aceita a minha sugestão?

Ingredientes (1 pessoa)

180 acelgas

3 colheres de sopa de feijão branco cozido

1 colher de sobremesa de azeite

q.b. noz moscada

1 dente de alho

1/2 cebola

1 folha de louro (pequena)

1 colher de café de vinagre

q.b. salsa


Lavei as acelgas e cortei-as em pedaços aproveitando os caules coloridos. Piquei o alho e a cebola. Coloquei o azeite num tacho com o alho, a cebola, a noz moscada e o louro. Assim que a cebola ficou translúcida juntei as acelgas e deixei cozinhar em lume brando. Quando amoleceram, deixei cozinhar em lume brando adicionando água aos poucos sempre que necessário. Quando estavam quase prontas envolvi o feijão e o vinagre. Cozinhou mais alguns minutos e servi polvilhado com salsa picada.

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