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Companheiros de ♥︎

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Tenho uma adoração pelos meus perlimpimpins! O Mel e o Cacau preenchem os meus dias, dão-me tantas alegrias. Gostava que todos os animais tivessem uma casa, comida, ternura… O que eles nos dão é impagável!

Estes Companheiros de são os meus melhores amigos! Cada um com o seu feitio: o Mel é mesmo feito de mel, vive de mimo, o Cacau tem um olhar desconfiado e foge no primeiro impacto, mas é a doçura… Amo-os!

Hoje estou especialmente feliz com o presente da talentosa ilustradora Maria Santos, que me ofereceu esta delícia!

 

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Não havia dia que eu fosse lá a casa e ela me deixasse cumprimentar alguém sem antes me abraçar… Sim, falo de uma cadela, uma dálmata chamada Pimpas e sim, ela abraçava-me.
Todos achamos que os “nossos” cães são especiais e a Pimpas não era excepção: era mesmo especial! A Pimpas é a cadela que vive em casa da minha irmã, ou que vivia… Na verdade não consigo ainda imaginar aquela casa sem ela. Se fechar os olhos e pensar em cada compartimento onde habitualmente vou, a Pimpas está nele. Seja a dormir enroscada num cantinho, seja a puxar-me para brincar, ou a fazer sons que abafam os da televisão, procurando protagonismo… Querendo mais um mimo, só mais um mimo…
A Pimpas tinha a ternura toda do mundo no olhar! E abraçava, abraçava muito! Assim que eu chegava a sua casa, a alegria fazia-a andar de um lado para o outro, sem saber bem o que fazer, procurando forma de a exteriorizar sem me magoar. Então saltava até me poder abraçar. Tinha razão, as pessoas que chegam devem ter a delicadeza de cumprimentar… E uma festinha não chegava, a Pimpas considerava que para me cumprimentar, só um abraço lhe enchia as medidas – a mim também, confesso! Então eu ficava de cócoras e ela colocava as suas patinhas nos meus ombros, encostava a cabeça à minha e ali permanecíamos uns largos segundos… Acho que até ela sentir que tinha mimo suficiente para poder esperar até à próxima visita.
O abraço da Pimpas está-me gravado na alma! Como nos marcam estes companheiros de vida…

Como definir liberdade? Para mim, não há definição mais fiel do que a que sinto quando ando de mota…

Tal como escreveu Cecília Meireles “liberdade” é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.

Todos sentimos tantas, tantas vezes, vontade – senão mesmo necessidade – de nos sentirmos livres. É exactamente o que sinto em cima de uma mota: liberdade pura! Quem já experimentou seguir sem rumo sobre um motor em duas rodas, sabe do que falo.

O primeiro sentimento que me invadiu quando tive a primeira experiência foi algo parecido com medo, mas muito facilmente me rendi à tal sensação de liberdade que consigo descrever mas não definir. Ia atrás, num final de tarde quente, fechei os olhos e imediatamente a ausência de imagem para eles, deu asas a um sem número de imagens na minha mente. A brisa tocava-me no corpo e beijava-me a pele do rosto, das mãos… Parecia-me que voava!
Enquanto seguimos nesta viagem, a cabeça fica leve, o corpo perde o peso… Tudo se transforma num mundo interior leve e somos nós quem escolhe as suas cores.
Como vêem, consigo descrever, mas não definir – repito. É algo que cada um sente de forma diferente, mas creio que há um sentimento comum, de que vos falo aqui: a tal sensação de liberdade!

Como disse, todos precisamos de momentos de liberdade, seja a andar de mota, a dançar, a dar um grito bem alto, a cantar, a correr… Fazem parte do nosso equilíbrio e devemos procurá-los. Seremos, seguramente, mais felizes!
Somos livres quando deixamos aquele pensamento que nos vem massacrando há dias e dias, tentando encontrar uma solução que não depende de nós. Somos livres quando deixamos de dizer “sim” contrariados.
Somos livres quando damos a nossa opinião, mesmo que saibamos que vai contra a de outros, mesmo daqueles que amamos. Somos livres quando não queremos controlar tudo. Somos livres quando não temos que sorrir para quem não gostamos. Somos livres quando fazemos o que amamos. Somos livres quando deixamos fluir. Somos livres quando permitimos que a vida aconteça, simplesmente!

Os gatos não sentem o sabor doce. Não, não estou a usar floreados de escrita… É verdade: – não sentem.
Quando o soube, causou-me confusão. A mesma que me causa o facto do meu irmão João ser daltónico ou do meu irmão Zé não ter olfacto…
“Não sentem o sabor doce?! É tanto o que perdem!!!” Este foi o primeiro pensamento, que facilmente substituível por outros…
O impulso foi o de pensar como passaria eu sem degustar – ainda que raramente – os doces pecados das minhas excepções gastronómicas. Sim, adoro doces! Logo depois a mensagem no meu cérebro foi “que sorte, não têm tentações.” Mas então lembrei-me que muitos alimentos naturais têm sabor doce e passou a não me fazer sentido comer uma laranja sem a saborear na íntegra, ou uma batata doce sentindo-lhe apenas a textura…
O açúcar vicia, esse é o tema principal do meu livro “Corpo de Verão o Ano Inteiro”, mas mais importante do que esquecer o seu sabor, é saber usar o bom senso para equilibrar os excessos… Doce que não seja o naturalmente presente nos alimentos pode ser degustado, desde que poucas vezes e no contexto de uma alimentação habitualmente saudável.
Quanto aos gatos, são felizes sem o doce, sobretudo o do açúcar, assim como nós éramos até há pouco tempo. É verdade, a espécie humana conheceu o açúcar há umas décadas, tendo vivido sem ele durante muitos, muitos mais anos… Igualmente feliz. Ou até mais… Seguramente mais!

Às vezes acordo irritada, outras pouco motivada para sair da cama… Muito mais vezes, felizmente, acordo cheia de energia e a sorrir! Seja como for, seja qual for o dia, não interessa a minha disposição, eles estão lá.
Às vezes chego a casa e só me apetece silêncio. Outras vezes preciso mimo e a maior parte dos dias quero uma companhia para as minhas aventuras na cozinha. Sabem quem está sempre lá? Eles – os meus fieis amigos de coração!
Quem tem animais de estimação sabe do que falo. Certo?

Interessa saber mais sobre eles e conhecer formas de os fazer mais felizes!