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Ana Bravo

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E eis que as ervilhas surgem, numa tarte bem repimpada, da Cozinha com Coração. E porquê? Porque adoro esta leguminosa, tantas vezes me esqueço dela e ontem vi-a no prato do “vizinho”.
Cá está a nossa receita, que de boa tem pouco, tem é muito – falta o “muito” – é muuuuuuuuuuuuuito boa!
A receita? É para já. Então sai uma tarte de ervilhas repimpada!
Deixo tudo, é direitinho, como faz quem percebe mesmo de cozinha (eu percebo 2, de 0 a 20).
Ingredientes (1 pessoa – na verdade podem sempre partilhar, mas as quantidades são propostas para 1 refeição):
– 50g polpa de abacate
– 100g farinha com fermento
– 1+1/2 c. sopa linhaça triturada
– 8 colheres de sopa de água fria
– 75g ervilhas congeladas
– 25g queijo ralado (podem usar a versão vegetal)
– 1 c. chá psyllium
– q.b. ervas frescas a gosto
– Programei o forno a 190 graus.
– Para preparar a massa, amassei a farinha com a polpa de abacate (caso seja necessário, pode juntar um pouco de água fria). A massa deve ficar macia e não se colar nas mãos.
– Depois de repousar 10 minutos, estiquei-a com um rolo e coloquei numa forma untada. Levei ao forno cerca de 10 minutos.
– Preparei o “ovo de linhaça” misturando a linhaça triturada com as 8 colheres de sopa de água. Deixei repousar 5 minutos.
– Entretanto preparei o recheio processando o “ovo de linhaça” com a salsa e as ervilhas e envolvendo depois o queijo ralado e o psyllium.
– Distribuí esta mistura sobre a massa e levei de novo ao forno até cozinhar (cerca de 20 minutos).
E ta tá!
Que tal, aprovam?
De que outros pratos gostam, com ervilhas?

Hoje vamos falar sobre a vitamina D.
Bom, a vitamina D não é verdadeiramente uma vitamina, em bom rigor, é uma hormona.

[Uma vitamina o corpo não consegue sintetizar, por isso é essencial. O corpo consegue sintetizar vitamina D. A vitamina D tem estrutura química de hormona, mas é produzida na pele. A sua forma activa precisa de ser obtida através de reações no fígado e no rim.]

A natureza equipou o nosso organismo com a capacidade para produzir vitamina D através da pele, por influência da exposição à radiação ultravioleta. No entanto, no último século, a industrialização e a urbanização tornaram a relação do ser humano com o meio exterior mais distante, perturbando a produção desta substância.
O envelhecimento da pele também diminui a capacidade de a pele sintetizar vitamina D.

É possível encontrar a vitamina D nos alimentos. Sardinha, salmão, arenque e cavala são os peixes com maior teor. O ovo e os produtos fortificados (como os cereais e os laticínios) também são boas opções alimentares ricas neste nutriente.

Uma das funções mais conhecidas da vitamina D é o seu papel sobre o metabolismo do cálcio e fósforo e a sua relação com a estrutura e o funcionamento dos ossos. Em segundo lugar, também de destaque, vem a sua relevante importância sobre o desempenho dos músculos do nosso corpo.

Conselho: é importante que exponha os braços e a face à luz solar durante cerca de 20-30 minutos por dia, assim que a temperatura ambiente o permite. Pratique atividade física no exterior e conseguirá conciliar 2 objetivos de saúde! No inverno e tempo chuvoso privilegie os alimentos principais fornecedores de vitamina D.

Sugiro que vejam o vídeo completo no Canal Nutrição com Coração do Jornal De Noticias :

👀 https://www.jn.pt/pessoas/especial/videos/ana-bravo-explica-a-importancia-da-falsa-vitamina-d–15552009.html

Alimentação e Inverno: com o frio devemos comer mais ou menos?

👉🏽 Teoricamente o corpo necessita de mais calorias para conseguir manter a temperatura corporal.

Mas é um acréscimo não muito significativo, a não ser que os locais frequentados sejam muito frios e o agasalhos insuficientes.

👉🏽 Ou seja, não precisamos de comer mais no inverno, a não ser que o corpo passe frio.

O frio provoca resposta muscular, o que gera maior dispêndio energético

Por outro lado há a questão da redução da atividade, devido ao clima: aí deve-se compensar, reduzindo a alimentação para não ser exagerada face ao gasto.

👉🏽 Devemos privilegiar os alimentos da época, como sempre: couve, grelos, nabiças e fruta como dióspiros, laranjas, maçãs…

Para melhor aquecimento e conforto faz sentido no dia-a-dia valorizar as sopas, os caldos e os cozinhados com mais água e menos gordura.

👉🏽 O apetite acrescido não está relacionado com a falta de sol, mas sim com a menor ocupação nos espaços exteriores também e com os estados psicológicos (o tempo frio e cinzento não ajuda)

 

Num sábado chuvoso sabe bem comida quentinha, caseira – e saudável, claro!

Deixo-vos a receita que a nossa Kiki preparou hoje:

—— Migas de bacalhau e agriões no forno ——

[uma confissão, a nossa Kiki  é óptima na cozinha mas não tem jeitinho para dar nome às suas receitas… podem ajudar-nos a dar outro nome, pleaaaaaase?]

Aqui fica a receita:

Ingredientes (1 pessoa)
– 1/2 lombo de bacalhau Riberalves
– 2 colheres de sobremesa de azeite
– 1 dente de alho
– 150g agriões de agriões
– 1/2 colher de café de paprika
– 1 folha de louro
– 1 fatia de broa
– q.b. azeitonas pretas
– q.b. salsa

– Num tacho coloca-se metade do azeite, o alho picado, a folha de louro e a paprika. Deixa-se cozinhar cerca de 2 minutos, em lume brando, e adiciona-se o bacalhau. Logo de seguida juntam-se os agriões.
– Deixa-se cozinhar até a maior parte do líquido evaporar.
– Programa-se o forno a 190 graus.
– Dispõe-se a mistura de bacalhau e agriões (tendo o cuidado de tirar a folha de louro) num recipiente de ir ao forno, polvilha-se com salsa picada e com a broa esmigalhada. Entram então algumas azeitonas para decorar e o restante azeite.
– Vai ao forno cerca de 15 minutos (ou até a broa tostar).