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O acto de “pesar” devia ser encarado como uma boa estratégia de gestão da saúde corporal -descontraído e rotineiro – ou não?
Muitos de nós somos reféns da balança, ficamos nervosos antes de subir e espreitar o resultado, mas ainda assim fazemo-lo vezes sem conta, muitas vezes repetidamente num mesmo dia. Tal acontece sobretudo quando a ânsia de perder peso é muita.
Em qualquer uma das situações, é importante saber pesar. O valor que vemos numa balança convencional corresponde à soma de todos os componentes corporais, ou seja, ossos, músculos, órgãos, tecidos, gordura, líquidos, etc. Rapidamente se compreende que ao pesar numa “simples” balança, não teremos noção de qual (ou quais) destes componentes variou, sabemos apenas que o total é diferente. Assumindo que as variações de osso, órgãos e tecidos são raras e muito pequenas, podemos concluir que a mudança estará na parte muscular, adiposa (gordura corporal) e/ou aquosa (líquidos corporais). As mudanças nos tecidos muscular e adiposo são relativamente lentas, mas poderão ser significativas. Mudanças rápidas são apenas as provocadas por alterações de líquidos e/ou toma de refeições.
Como interpretar as variações de peso, então? O primeiro princípio que se deve seguir ao subir para uma balança é fazê-lo sempre nas mesmas condições: sem roupa nem qualquer joalharia, de manhã, em jejum e após ir ao wc. Este é o peso mais fidedigno! O segundo princípio é pesar-se sempre na mesma balança e periodicamente verificar se esta está calibrada: colocar um produto comercial (alimentar ou outro) que tenha o seu peso escrito no rótulo e confirmar se a balança pesa corretamente. É muito comum uma pessoa pesar-se frequentemente em balanças diferentes e ficar “confusa” quanto às variações de peso. É normal, são muitas variáveis possíveis a confundir o resultado final.
O que é que também pesa e por isso deve ser contabilizado? A quantidade de urina na bexiga, a quantidade de fezes no intestino (particularmente importante se estiver frequentemente obstipado ou com diarreia), a quantidade de comida que ingeriu na refeição anterior ou durante o dia da pesagem, se está menstruada ou na fase pré-menstruação, se tem tendência para acumular líquidos (relevante principalmente no Verão ou para quem toma alguns medicamentos), a prática de exercício físico recente (perda de suor), etc.
O ideal é pesar-se 1 vez por semana ou de quinze em quinze dias. Se o objetivo é testar a variação de gordura corporal, não se pese todos os dias porque pode criar falsas expectativas ou mesmo causar frustração e desmotivação. Os tecidos demoram a alterar-se, tanto o muscular como o adiposo, por isso dê tempo de descanso à balança.
Se quiser ser ainda mais rigoroso, pese-se à sexta-feira; muitas vezes abrimos a nossa excepção alimentar ao fim de semana, certo?
As balanças de bioimpedância já permitem medir a calcular a % de gordura corporal bem como a quantidade de musculo. No entanto, atenção, porque estas medições exigem condições ainda mais apertadas para que o resultado seja válido.

Não esqueça algo muito importante: se de um dia para o outro tiver uma alteração de peso que não entende, não desmotive: corresponde a alteração de água. Quantas mulheres sofrem com retenção de líquidos/ edema? Há que ter espírito crítico e saber que nem sempre o peso que vê é o real.
Já agora, mais um conselho: se pretende perder peso, faz esforços e não vê resultado, experimente fazer um registo do seu peso à segunda e sexta-feira de manhã, em jejum. Será que ao fim de semana está a recuperar o que perdeu durante a semana?