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receita caseira

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A mãe Bravo não falha, eis a receita  exactamente como me ditou:

“Cebola, louro, alho… Ana, escreve: bastante cebola às rodelas: uma camada. Mais uma camada de batatas, também às rodelas, depois uma de tomate fresco partidinho aos cubinhos. [Dois “inhos” na mesma frase, que maravilha!] Entra o tofu esfarelado, outra camada de cebola e outra de batata. Quem gostar pode pôr pimentos de várias cores. Rega-se bem com azeite [agora já diz esta parte sem falar mais baixinho, só me olha com aquele ar de mãe reguila com olhos de amor] e deixa-se cozinhar lentamente, agitando o tacho para não pegar. Quando começar a ferver passar para o mínimo é cozinha sempre assim, em lume brando.”

É um amor esta mãe Bravo e a sua cozinha saudável e feliz, não é?

Já cá faltava mais uma receita vegan  da mãe Bravo, descrita ao seu jeitinho, entre o mimo e o brilho de quem cozinha com o bendito do Amor:

Fatia-se o tofu e deixa-se a marinar com antecedência (ou até durante a noite anterior): tempera-se com alho, folhas de louro partidas aos bocadinhos e rega-se com limão e um fiozinho de azeite. Pronto, não vamos discutir a questão do azeite. – é engraçado o jeitinho de criança com que a mãe Bravo fala deste tema comigo. E retoma o tom anterior sem demora: Continuando, fica assim pelo menos 2 horas. Entretanto prepara-se o arroz: cebolinha picada, azeite e uma folhinha de louro a fritar. [Porque gostam as mães tanto dos “inhos”?] Ops, não é a fritar, tu sabes, só assim a alourar ligeiramente, até só deixo até a cebola ficar translúcida! Não olhes assim para mim, tu bem vês.
– diz a princesa com olhinhos cor de avelã. E continua: acrescenta-se a cenoura às rodelas e a couve cegada grosseiramente (não é assim como a do caldo verde, sabes? É em pedaços maiores). Mexe-se é deixa-se evaporar um pouco a água dos legumes. Então acrescenta-se o arroz : se for carolino, 1,5 chávenas de água para 1 de arroz. Água quente. Isso é muito importante senão “encrua” o arroz. Enquanto o arroz coze, escorre-se bem o tofu e grelha-se numa frigideira anti-aderente, sem gordura. Claro que fica mais douradinho com um nadinha de azeite, mas pronto. – parece resignação mas ainda tenta mais uma vez: Deixa-te lá de exageros, ó transmontana da nutrição. – e eu acho-lhe graça e como, aliás delicio-me com a sua comidinha!

Vai uma garfada? Aliás, uma garfadinha? 

Coloca-se a soja granulada em água pelo menos 2 horas.
Prepara-se o puré: “quantidades não sei, mas fiz com água e no final juntei noz moscada e  margarina. Calma, fiz para 4 pessoas e usei 1 colher de sobremesa, não olhes assim para mim.” – explica a ternurinha  de olhos amendoados. [E eu juro que nem abri a boca. Bom, os olhos, sim!]

Cada um deve rectificar a consistência do puré: “tu sabes, Ana, há quem goste mais espesso, ou mais macio… É importante ir de encontro ao gosto de cada um. Tem que saber mesmo bem!” [Verdade. A #comidasaudavelefeliz da Cozinha com Coração.]

Entretanto prepara-se uma cebolada: cebola, alho, louro, tomate, azeite e malagueta. Espreme-se muito muito bem a soja (para tirar a água) e junta-se ao mesmo tacho, assim que a cebola fique ligeiramente translúcida.
Numa assadeira coloca-se metade do puré, que compõe uma camada (diz a mãe que se deve tirar o excesso de molho), depois uma camada de soja e por último outra de puré. Vai ao forno e quando sai está assim, esta maravilha.

Abriu-vos o apetite?