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A produção aumentada de cortisol, como reacção orgânica ao stress, leva-nos muitas vezes a procurar mais alimentos densos em calorias, altamente palatáveis, que «preencham o vazio» causado pelo evento stressor, desencadeando «alimentação emocional»!

O stress é um fenómeno complexo que afecta todos os indivíduos diariamente e se manifesta em cada um de forma muito particular.

Faz parte do seu normal equilíbrio e é responsável pelos mecanismos de adaptação ao meio que nos rodeia.

Quando não controlado pode ser a causa (e/ou a consequência) de maus hábitos alimentares.

O stress pode fazer-nos procurar produtos alimentares ricos em açúcares, gorduras e sal.

Tal agrava os efeitos já causados pelo stress, pois a alimentação falha em fornecer ao organismo os nutrientes necessários e ainda contribui com substâncias que geram muito «lixo celular», o que se traduz em mais stress oxidativo.

Surgem ainda os consumos elevados de café e/ou bebidas alcoólicas como tentativa de combater o stress e mascarar o cansaço.

Estas escolhas agravam o problema de base, desregulando os períodos de sono e contribuindo para maior stress físico.

O cortisol pode contribuir para o aumento de peso, que leva muitas vezes a recorrer a dietas tão rápidas e fáceis como ineficazes, desequilibradas, desencadeadoras de stress físico.

Outro mau hábito associado ao stress e que caracteriza a «alimentação emocional» é o hábito de «petiscar», de comer fora de horas.

Posso melhorar os níveis de stress através da alimentação?
Pode e deve!

Como? Através de uma alimentação saudável que inclua:
– fruta (laranjas, bananas, mirtilos)
– ⁠hortícolas (espinafres, brócolos)
– ⁠água em abundância
– ⁠cereais e derivados (integrais)
– ⁠frutos oleaginosos (castanha-do-brasil, amêndoas, nozes)
– ⁠peixe gordo (atum, sardinha, salmão)
– ⁠laticínios fermentados e magros

— todos eles estão entre os mais aconselhados, dada a sua riqueza em gordura ómega 3, fibra, vitamina C, antioxidantes, aminoácidos específicos, vitamina B, selénio e magnésio.

Uma refeição de cada vez, um momento de cada vez.

O prometido é devido.
Vamos falar de ALIMENTAÇÃO E SONO.

– Convém que haja um intervalo de pelo menos duas horas entre o jantar e a hora de deitar. Se o intervalo for superior a três horas e meia, pode fazer-se uma pequena ceia antes de ir para a cama.
�- Não devemos ingerir comida ou bebidas que estimulem o sistema nervoso central (café, bebidas alcoólicas, chá verde ou preto, refrigerantes, chocolate, biscoitos e bolachas com recheios, bebidas energéticas, etc.). O corpo ficará desperto e agitado, logo, com menos capacidade de repousar e entrar em sono profundo.

– Não devemos fazer refeições de difícil digestão (ricas em gordura ou molhos condimentados), o que pode prejudicar o sono profundo.

– Não devemos ingerir grandes quantidades de líquidos, o que obriga a interromper o sono. Para quem tem azia ou problemas de digestão, esta recomendação e a anterior são particularmente importantes. Nestes casos, deve deitar-se pelo menos meia hora depois de comer e, inicialmente, com a cabeça mais elevada.

– Não devemos trabalhar imediatamente antes de dormir. O estímulo intelectual pode prejudicar o «sossego mental» necessário para o referido sono profundo. Preocupações excessivas ou stress também podem prejudicar o sono. Se trabalha muito ou anda stressado e com insónias, pratique uma actividade relaxante (como ler um livro) antes de dormir. O stress aumenta os problemas de digestão, pelo que até o melhor jantar ou ceia poderão não ser suficientes para evitar um sono atribulado se o stress for realmente exagerado ou não controlado.
�- Ao jantar devemos optar por uma refeição semelhante ao almoço, mas em quantidade
ligeiramente mais reduzida e/ou com menos temperos ou condimentos.
�- Na ceia (sempre que esta se justifique) devemos escolher alimentos simples e consumi-los em pequena quantidade. Opções interessantes poderão ser amêndoas ou avelãs com pele, se lhe apetecer uma textura crocante,
ou queijo fresco com canela, se tiver vontade de algo diferente, por exemplo.

Bom soninho! 🥱