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Ora já cá faltava mais uma receitinha – ando a apanhar os “inhos” da mãe Bravo – de bacalhau.

A minha Kiki preparou e quando me enviou, escreveu “não sei como se chama” – podem ajudar-nos a dar um nome a esta receita, please?

Mas explicou bem o restante.

Antes de mais, os ingredientes, para 2 pessoas:
– 120g Bacalhau Riberalves desfiado
– 1 curgete
– 1/2 cebola
– 1 colher café curcuma
– 1 colher café noz moscada
– 1 colher de sopa de azeite
– q.b. salsa picada
– 2 colheres de sopa de amido de milho
– 3 a 4 colheres de sopa de farinha

E a preparação:

Programei o forno a 190 graus.
lavei e ralei a curgete à qual adicionei a cebola cortada em meias luas finas, o azeite, as especiarias, o bacalhau, salsa e o amido de milho.
Envolvi bem e deixei a massa repousar cerca de 10 minutos antes de misturar farinha suficiente para obter uma massa que fique unida.
Transferi o preparado para uma forma forrada com papel vegetal e levei ao forno cerca de 25 minutos (ou até cozinhar).

Aprovamos? E que nota lhe damos?

Esta tarte, salgada, é uma sugestão para prepararem nesta época em que a terra nos dá tantas abóboras. O sal não entra como ingrediente nas minhas receitas, mas, se utilizarem salicórnia não vão sentir a sua falta…

Tarte de abóbora (2 pessoas)
135g farinha de aveia
15g linhaça triturada
1 pitada de noz-moscada
50ml água
3 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre
1 chávena de ervilhas
1/2 pimento amarelo
q.b. salsa
1/2 chávena bebida vegetal
q.b. fatias de abóbora
q.b. salicórnia 100%

Programei o forno a 180 graus.
Misturei a farinha com a linhaça, duas colheres de sopa de azeite, uma pitada de noz-moscada e a água. Amassei ligeiramente e juntei o vinagre. Voltei a amassar até a massa ficar lisa e maleável e se descolar das mãos (pode ter que juntar mais farinha ou mais água).
Estendi a massa com um rolo dando uma forma circular.
Entretanto, processei as ervilhas com o restante azeite, a bebida vegetal, salsa e salicórnia a gosto.
Distribuí esta mistura na massa e dispus as fatias de abóbora por cima. Dobrei as bordas da massa por cima das fatias, polvilhei com pimento amarelo em rodelas e levei ao forno cerca de 40 minutos (ou até estar cozinhado).
Servi polvilhado com um pouco mais de salicórnia e com rúcula e miolo de noz picado.

Preparar receitas saudáveis cheias de sabor é possível. Para substituir o sal, porque não usar salicórnia?

Já provaram?

Ensopado de legumes (2 pessoas)
2 fatias de pão
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sopa de pimento vermelho picado
1 dente de alho
1 cenoura
1 curgete
1/2 folha de louro
1 colher de chá de salicórnia
q.b. água

Coloquei num tacho o azeite com o louro, o pimento vermelho e o alho laminado. Levei ao lume e adicionei a salicórnia, a cenoura cortada em rodelas e a curgete cortada em pedaços. Juntei água quente suficiente para cobrir todos os legumes.
Quando os legumes estavam quase cozinhados, tostei as duas de pão.
Prove e, se achar necessário, deite um pouco mais de salicórnia antes de desligar.
Servi com o pão.

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Este receita é mais uma ideia para marmitar ou piquenicar.

É mais demorada mas os mais novos vão gostar de ajudar a preparar a massa, aposto!

Vamos aos passos?
Aqui vai!

——— Pão de leite com bacalhau ———

Ingredientes (10 unidades):

– 300g Bacalhau Riberalves desfiado
– 2 ovos
– 200ml leite morno
– 10g fermento biológico seco
– 1 chávena de puré de batata
– 2 chávenas de farinha de milho
– 2 chávenas farinha trigo
– 4 colheres de sopa de azeite
– 2 dentes de alho
– 1 colher de café de paprika
– 1/2 pimento vermelho picado
– 1 cebola
– q.b. salsa picada

Modo de confecção:

Descongela-se o bacalhau, que fica pronto a cozinhar.
Prepara-se a massa, misturando o leite com o fermento.
Entretanto junta-se, numa taça, a farinha, o puré de batata, os ovos e duas colhes de sopa de azeite. Então adiciona-se o leite com o fermento e amassa-se bem (se for necessário adicione mais farinha ou leite) até obter uma massa maleável que não se cola às mãos.
Deixa-se a levedar num local quente e seco, até dobrar o volume.

Entretanto prepara-se o recheio: num tacho coloca-se o restante azeite, a paprika, o alho e a cebola picados. Assim que a cebola fica ligeiramente translúcida junta-se o pimento e o bacalhau. Cozinha até todo o líquido evaporar e antes de se tirar do lume acrescenta-se a salsa picada.
Deixa-se arrefecer.

Voltando à massa, divide-se em 10 partes iguais. Estende-se cada uma delas com um rolo e distribui-se o recheio. Formam-se pães, “fechando”
o recheio em casa porção de massa, que se transfere para um tabuleiro forrado com papel vegetal.
Programa-se o forno a 180 graus e enquanto aquece a massa leveda novamente (cerca de 20 minutos).
Vai então ao forno cerca de 30 minutos ou até estarem cozidos e dourados.
Podem servir mornos ou frios.

Adoram esta receita?

Puré de tomate e pimentos com lascas de bacalhau – são servidos?

Não precisam de pedir, eu deixo a receita!

Ingredientes (2 pessoas):
– 220g Bacalhau Riberalves
– 1 dente de alho
– 1/2 limão
– 2 folhas de louro
– 1 colher de sopa de azeite
-?10 tomates cereja
– 5 pimentos mini

Descongela-se o bacalhau.
Programa-se o forno a 180 graus.
Lavam-se os pimentos e os tomates e dispoēm-se num tabuleiro forrado com papel vegetal,  juntamente com o dente de alho inteiro (com a pele). Tempera-se com o louro, sumo de limão e metade do azeite.
Leva-se ao forno e quando faltarem cerca de 15 minutos para os pimentos estarem a gosto, coloca-se o bacalhau no mesmo tabuleiro.
Tira-se do forno. Transfere-se o dente de alho (após retirar a pele) para um liquidificador juntamente com os tomates e os pimentos, aos quais pode retirar-se a maioria das sementes e as partes da pele que ficaram mais tostadas (na verdade pode escolher e deixar as sementes e manter os seus nutrientes – pode deixar o molho mais rústico ou mais cremoso, conforme o seu gosto).
Serve-se o puré com o bacalhau em lascas, o restante azeite e algumas fatias de pão.

Mais uma “receitinha” da Mãe Bravo, cheia de “inhos”, ternura e um sabor sem igual.

Vou contar-vos um segredo: as mães têm magia no coração e nas mãos! É por isso que sentimos calor no seu abraço, aconchego no seu colinho… e é também por isso que tudo que elas cozinham é tão, tão, mas tãooooo bom!

Este arroz cheira a Trás-os-Montes, onde vivemos até eu entrar na universidade. Lembro-me bem da D. Rita, a vizinha velhinha que morava na casa em frente à nossa, nos levar legumes fresquinhos e feijão… as suas mãos ásperas do trabalho no campo e os seus olhos cheios de doçura.

Bons tempos esses em que aquela pequena aldeia era a nossa casa. O ar era mais puro, o pôr do sol visto do alto do monte era revigorante. E lá estou eu … já sabem que me perco a falar e a escrever… Vamos lá à descrição desta receita tão simples, tão portuguesa, tão cheia de amor e preparada com alimentos do mundo vegetal, descrita tal e qual como a mãe Bravo o fez:

Cebola picada miudinha, louro e azeite são os primeiros ingredientes das minhas receitas, quase sempre. Nem precisas de perguntar esta parte, Aninha. – e aqueles olhos doces a sair dos meus para olhar para o tacho. – Quando a cebola está translúcida juntam-se os grelos e vai-se mexendo com a colher de pau até estarem ligeiramente cozidos. Então acrescenta-se o arroz, dá-se uma voltinha – e dançamos! – e vamos deitando a água. Como é um arroz malandrinho uso 3 chávenas de água para 1 de arroz e já sabes que para este tipo, assim, a querer fugir no prato, uso o carolino. Pronto! – Mãezinha, falta o feijão… – Ah! O feijão entra no fim porque já está cozido, mais um fiozinho de azeite e serve-se. E eu consolo-me só de ver esta loirinha linda a cozinhar e de ouvir a sua descrição. Tem uma voz doce e os seus gestos são tão delicados… sempre quis ser como esta mãe! A minha mãe. A nossa mãe Bravo. Ai que encher imenso deste coração. Há dias em que jantamos mais cedo. Porque sim. Só mesmo porque sim e hoje é um desses dias!

É bom não seguir sempre regras e usar o “porque sim” e os “inhos”, não é?