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Sobre os alimentos

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Qual é a hora mais indicada para comer fruta?
E o momento? Antes, durante ou depois das refeições?

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As questões sobre a fruta são muito frequentes nas minhas consultas, pelo que respondo a tudo isto no Canal Nutrição com Coração do Jornal de Notícias.

Vejam o vídeo completo procurando o canal ou seguindo o link: Qual é a melhor hora para comer fruta? A nutricionista Ana Bravo esclarece (jn.pt)

— Batata convencional VS Batata doce —

A batata doce tem mais hidratos de carbono e é um pouco mais calórica, tendo, por 100g:

– 28,3g de hidratos de carbono, enquanto a batata convencional tem 19,2g;

– 119kcal enquanto a batata convencional tem 89Kcal – o índice glicémico é cerca de metade do da batata regular, devido à presença de uma maior quantidade de fibra.

A batata doce tem percursores de vitamina A, que a batata convencional não tem e tem mais vitamina C.

Por outro lado, a batata regular tem um maior teor de vitaminas do complexo B.

Ambas têm um teor muito semelhante de minerais, podendo destacar a maior quantidade de cálcio na batata doce e a de potássio na batata convencional.

Ambas são boas opções.

O ideal, como sempre é variar!

Vejam o vídeo completo no Canal – deixo o link:

https://www.jn.pt/…/a-batata-doce-e-mais-saudavel-do…/

Os órgãos envolvidos na manutenção do equilíbrio ácido-base do nosso organismo são os rins e os pulmões, bem como um complexo sistema de substâncias “tampão”. A interação e o funcionamento apropriado destes elementos fazem com que o pH (potencial de Hidrogénio) do sangue se mantenha dentro de valores normais, ou seja, entre 7,35 e 7,45. A principal função dos pulmões é excretar o dióxido de carbono, enquanto os rins reabsorvem e produzem o bicarbonato, para além de excretar os ácidos na urina. Se houver uma grande concentração de hidrogénio, o pH é baixo, ou seja, é ácido (pH<7). Caso contrário, o pH é alto e a solução é chamada de alcalina (pH>7).

A nossa alimentação contribui de forma muito significativa para a manutenção do equilíbrio ácido base. Uma vez ingerida, a comida chega ao estômago onde este secreta ácidos (iões hidrogénio, para que as enzimas funcionem no máximo da eficácia). Posteriormente o pâncreas secreta iões alcalinos (bicarbonato) para neutralizar a acidez gástrica e proteger as paredes intestinais. Os sais alcalinos (principalmente de potássio, magnésio e cálcio) e o fósforo e alguns aminoácidos (elementos essenciais das proteínas) vão ser absorvidos e transportados para o fígado, onde irão ser metabolizados. Os primeiros contribuem para a alcalinidade enquanto o fósforo e os aminoácidos (principalmente os que contêm enxofre) contribuem para a acidez do organismo.

De forma geral, o conteúdo de uma dieta em proteínas, fósforo, potássio, magnésio e cálcio contribui para o PRAL (Potential Renal Acid Load -> “potencial de carga ácida renal”). Quanto maior o PRAL de uma dieta, maior ao risco de esta causar alterações metabólicas como resistência à insulina, diabetes, hipertensão, doença renal crónica, alterações ósseas, perda de massa muscular, entre outras, devido ao estado crónico de acidose metabólica que origina.

Através da análise do PRAL dos alimentos, pode-se verificar que todas as frutas e os hortícolas e a generalidade das águas minerais (incluindo a da torneira) têm um potencial alcalino, enquanto que os produtos de origem animal (carne e derivados, pescado, ovos e queijo e iogurte), as bebidas alcoólicas, o café e o chá, as leguminosas, os frutos gordos e as sementes, os cereais e derivados integrais (exceto a quinoa, a batata e a batata-doce!) e os produtos ultraprocessados têm um potencial ácido. O leite tem um PRAL neutro, tal como os açúcares e as gorduras. O problema das dietas ocidentais está no equilíbrio de ingestão entre estes grupos de alimentos.

Penso que ficou compreendido que qualquer alimento, sendo ele sólido ou líquido, vai passar por muitas fases de acidez/alcalinidade antes de ser absorvido para a corrente sanguínea e transportado para as células e, quando chega a estas, está já ajustado ao ambiente normal desses compartimentos corporais. Para finalizar o seu percurso, os seus “restos”, que são excretados pela urina e fezes, seguem mais algumas fases de adaptação até se enquadrarem nos normais ambientes desses produtos.

A ingestão recorrente de uma alimentação rica em alimentos que potencialmente geram mais elementos ácidos traz problemas de saúde a longo prazo. De uma forma geral, devemos manter uma dieta equilibrada (não APENAS, mas) TAMBÉM em termos de pH, ou seja, os produtos de origem animal bem equilibrados com os de origem vegetal, evitando os alimentos “artificiais” e pobres nutricionalmente. O consumo de água mineralizada, rica em bicarbonato e com um pH alcalino contribuem para o equilíbrio da acidez da alimentação, compensando os riscos deletérios associados à dieta ocidental.

Estes queijos não sofrem cura/maturação.

O queijo fresco resulta da coagulação da proteína do leite e dessoramento (do leite) através da fermentação lática.

O requeijão é um subproduto do fabrico do queijo, através da massa formada a partir do soro de leite, que é aquecido novamente (pasteurizado, levando a que as proteínas coagulem e solidifiquem).

O queijo fresco tem uma textura macia e sabor suave enquanto o requeijão tem um sabor mais forte e uma textura mais cremosa, mas igualmente refrescante.

Ambos são ricos em proteínas, cálcio, fósforo e vitaminas A, D e do complexo B.

O queijo fresco tem mais proteína do que o requeijão: termo a mesma quantidade de proteína (8g) em 50g de queijo fresco ou no dobro de requeijão (100g).

Há uma diversidade de queijos frescos e requeijões, sendo que, no geral, o teor de gordura em ambos ronda os 10-20%, tal como o teor de proteína.

Estejam atentos ao rótulo e escolham a opção que mais vos agrada, pois ambos são óptimas opções nutricionais!

Assim, a resposta não é “ou”, é “e”. Variar é a palavra de ordem.

Aconselho-vos a verem o vídeo completo no Canal Nutrição com Coração do Jornal De Noticias . Deixo o link:

https://www.jn.pt/2683723728/semelhancas-e-diferencas-entre-queijo-fresco-e-requeijao/

Desta vez a comparação é entre alimentos que pertencem ao mesmo grupo da Roda dos Alimentos: o das leguminosas.

Importa lembrar que há vários tipos de feijão (branco, encarnado, preto, manteiga, catarino, frade, etc.) e que, apesar de muito semelhantes entre si, nesta análise se considerou apenas o branco e o vermelho (pois são os mais semelhantes).

Na sua versão cozida e demolhada, 100g destes alimentos fornecem cerca de:
– 105kcal (feijões)
– 115kcal (lentilhas)

As lentilhas fornecem um teor relativamente superior de proteína (9g/100g vs. 6,5g/100g) e hidratos de carbono (sob a forma de amido: 15g/100g vs. 13g/100g; menor sob a forma de açúcares: 0,4g/100g vs. 0,7g/100g), mas menor de fibra (4,5g/100g vs. 6,5g/100g).

Ambos fornecem um teor negligenciável de lípidos totais, mas um importante teor de lípidos polinsaturados (maioritariamente ómega-6).

Quanto ao teor vitamínico e mineral, os feijões são superiores no que diz respeito a vitamina E, ácido fólico, sódio, potássio, cálcio, fósforo e magnésio, enquanto as lentilhas apresentam teores superiores de vitamina A, vitaminas do complexo B (B1, B2 e B6), selénio e zinco. Nenhum destes alimentos fornece vitamina D, B12 ou C.

Em conclusão, são ambos alimentos de baixo teor lipídico, com hidratos de carbono maioritariamente complexos e um importante teor de fibra. É de notar o teor de proteínas que aportam, completando a alimentação variada e equilibrada.

Importante é mesmo variar os alimentos dentro de cada grupo da Roda dos Alimentos, de forma a obter todos os nutrientes de que necessitamos. Como vemos neste exemplo, no mesmo grupo, uns alimentos são mais ricos em determinadas vitaminas e minerais e outros alimentos contêm maior quantidade de outros nutrientes.

Assim, não faz sentido comparar “ao milímetro”, muito menos olhar apenas às calorias dos alimentos; mais uma vez repito: no variar está o segredo do equilíbrio!

Reaquecer os alimentos que já foram confeccionados altera-os?

Na verdade as maiores perdas e alterações acontecem na confecção propriamente dita. Ou seja a perda vitaminica, mineral e de antioxidantes acontece antes.
Também é durante a confecção de alguns alimentos que se podem formar químicos nefastos para a saúde. Por exemplo a formação de acrilamida no caso de produtos amiláceos confeccionados a altas temperaturas (+ de 120°C), que pode aumentar potencialmente o risco de desenvolver cancro.

No reaquecimento, nomeadamente altas temperaturas, a gordura pode saturar mais, o que é prejudicial e também se podem perder mais sucos, com eventual perda maior de algumas vitaminas e minerais.

Sugiro que vejam o vídeo completo no Canal Nutrição com Coração do Jornal de Notícias – tem mais de 300 episódios com muitas sugestões e conteúdos de alimentação e nutrição.

👀 https://www.jn.pt/5684059651/os-cuidados-a-ter-na-hora-de-reaquecer-comida/

Jornalista: Sara Gerivaz
Repórter de imagem: Carlos Oliveira