Se encararmos os momentos em que comemos algo que não planeámos como pesados e frustrantes, a probabilidade de voltarem a acontecer é maior. Não vejamos a comida – mesmo a “comida emocional “- como inimiga, ou estaremos a ver-nos como nossos inimigos, como alguém que deliberadamente se auto-flagela, consumindo comida hipercalorica ou grandes quantidades de comida saudável. Sim, a comida também nos dá prazer e deve sempre servir este seu segundo propósito (sendo o primeiro alimentar e nutrir o nosso corpo). Assim, se às vezes procurarmos esse miminho porque estamos carentes, zangados ou cansados, não sintamos culpa, pensemos antes em regressar ao caminho da alimentação consciente e saudável, logo a seguir. Que desses episódios – que devemos evitar mas muitas vezes, ainda assim, acontecem e acontecerão com todos nós (não temos super-poderes) – guardemos apenas o sabor bom e não nos castiguemos. Quanto mais o fizermos, mais entraremos nessa vibração de culpa e de mau estar, que desencadeará mais facilmente novos episódios semelhantes, porque sentimos que somos fracos e se “está perdido por cem, podemos perder por mil.” Não. Chega!

Vivamos no equilíbrio, que começa pelo respeito por nós mesmos. Sim?

Ana Bravo
Author

Nutricionista: amante do tipo de cozinha que procura aliar saúde aos melhores sabores; Mulher: apaixonada pela verdadeira beleza das coisas mais simples; Objectivo: ser feliz na medida do possível, gostar de mim todos os dias e ajudar quem me segue, nesse mesmo caminho.

Write A Comment